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Equipe Hospital da Bahia - Equipe Hospital da Bahia Atualizado em 27/05/2026

Endocrinologia

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Hipotireoidismo em homens: sintomas que vão além do cansaço e do peso

Cansaço inexplicável e ganho de peso? Entenda como o hipotireoidismo em homens afeta a saúde.

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Entenda como a baixa produção de hormônios da tireoide afeta a saúde sexual, o humor e a energia masculina.

A sensação de acordar já cansado, mesmo após uma noite de sono, tornou-se rotina. A energia para as atividades do dia a dia parece ter desaparecido e, para piorar, a balança mostra um ganho de peso que você não consegue explicar. Se esse cenário é familiar, a causa pode não ser apenas o estresse do trabalho ou o envelhecimento natural.

No organismo masculino, o hipotireoidismo pode reduzir a produção de insulina e comprometer o metabolismo da glicose. Essa alteração intensifica a sensação de fadiga extrema, contribuindo para o cansaço persistente.

Esses são sinais que podem indicar um desequilíbrio na tireoide, uma pequena glândula que comanda o ritmo de todo o seu corpo.

O que é o hipotireoidismo e por que ele também afeta os homens?

O hipotireoidismo ocorre quando a glândula tireoide, localizada na base do pescoço, produz uma quantidade insuficiente dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Esses hormônios são essenciais para regular o metabolismo, ou seja, a forma como o corpo utiliza e armazena energia.

Quando eles estão em baixa, é como se todo o organismo funcionasse em câmera lenta. Embora a condição seja mais prevalente em mulheres, estima-se que cerca de 6% dos homens possam desenvolver algum grau de hipotireoidismo, segundo dados do Manual MSD.

É importante notar que o hipotireoidismo subclínico, uma forma mais branda da condição, afeta até 10% dos adultos e pode progredir silenciosamente por anos, de acordo com artigo publicado na Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Quais são os sintomas clássicos do hipotireoidismo em homens?

Os sintomas iniciais costumam ser sutis e progridem lentamente, o que faz com que muitos homens os atribuam a outras causas. É fundamental estar atento a um conjunto de sinais que, juntos, podem indicar o problema.

  • Fadiga persistente: um cansaço extremo e desproporcional ao esforço realizado.
  • Ganho de peso inexplicável: dificuldade para emagrecer mesmo com dieta e exercícios.
  • Intolerância ao frio: sentir mais frio que o normal, mesmo em ambientes com temperatura amena.
  • Pele seca e cabelos frágeis: a pele pode ficar áspera e o cabelo e as unhas, quebradiços.
  • Constipação intestinal: o trânsito intestinal torna-se mais lento.
  • Dores musculares e articulares: sensação de fraqueza e dores pelo corpo sem motivo aparente.
  • Raciocínio lento e falhas de memória: dificuldade de concentração e o chamado "nevoeiro mental".

Existem sinais de hipotireoidismo específicos ou mais evidentes no público masculino?

Sim. Além dos sintomas gerais que afetam o metabolismo, a falta de hormônios tireoidianos impacta diretamente a saúde sexual e mental do homem, áreas frequentemente negligenciadas durante uma avaliação inicial.

Como o hipotireoidismo afeta a saúde sexual e a testosterona?

A tireoide e os testículos mantêm uma relação próxima para a regulação hormonal. O hipotireoidismo pode causar a queda de hormônios importantes como o T4 livre, o Hormônio Folículo-Estimulante (FSH) e o Hormônio Luteinizante (LH), além de elevar o TSH. Essa desregulação impacta diretamente os eixos reprodutivos, exigindo um diagnóstico laboratorial preciso para sua identificação.

Quando a tireoide funciona mal, a produção de testosterona pode ser afetada, levando a um quadro de hipogonadismo secundário. Isso se manifesta principalmente por meio de:

  • Disfunção erétil: dificuldade em obter ou manter uma ereção.
  • Queda da libido: diminuição significativa do desejo sexual.
  • Infertilidade: o hipotireoidismo pode afetar a qualidade e a produção dos espermatozoides.

Muitas vezes, esses sintomas são os primeiros a levar o homem ao consultório médico, que pode ser de um urologista ou cardiologista, antes mesmo de se pensar na tireoide.

Qual é a relação entre o hipotireoidismo e a saúde mental masculina?

O cérebro é altamente dependente dos hormônios tireoidianos para funcionar corretamente. A deficiência hormonal pode mimetizar ou agravar quadros de saúde mental, incluindo:

  • Sintomas de depressão: desânimo profundo, apatia e perda de interesse em atividades prazerosas.
  • Irritabilidade e alterações de humor: mudanças repentinas no temperamento.
  • Ansiedade: em alguns casos, o desequilíbrio pode gerar quadros ansiosos.

É importante destacar que tratar apenas a depressão com antidepressivos, sem corrigir a causa hormonal, pode não levar à melhora completa dos sintomas.

Como é feito o diagnóstico correto da condição?

O diagnóstico do hipotireoidismo é simples e objetivo, mas depende da suspeita clínica. O médico especialista na área, o endocrinologista, irá avaliar os sintomas e solicitar exames de sangue para medir os níveis hormonais, sendo os exames de TSH e T4 essenciais para um diagnóstico preciso.

Os dois principais marcadores são:

  1. TSH (Hormônio Estimulador da Tireoide): produzido pela hipófise, o TSH "avisa" a tireoide para produzir hormônios. Quando a tireoide está preguiçosa, a hipófise aumenta a produção de TSH na tentativa de estimulá-la. Um TSH elevado é o principal indicador de hipotireoidismo.

  2. T4 Livre: mede a quantidade de hormônio tireoidiano que está efetivamente disponível para ser usado pelas células do corpo. No hipotireoidismo, seus níveis costumam ser baixos.

Outros exames, como a dosagem de anticorpos (anti-TPO), podem ser solicitados para identificar a causa autoimune da doença.

Qual é o tratamento para o hipotireoidismo em homens?

O tratamento é seguro, eficaz e consiste na reposição do hormônio que a tireoide não consegue mais produzir. Isso é feito com o uso diário de levotiroxina sintética, uma versão fabricada em laboratório do hormônio T4.

A dosagem é individual e ajustada pelo médico endocrinologista com base nos exames de sangue e na resposta clínica do paciente. Com o tratamento adequado, os níveis hormonais se normalizam e a maioria dos sintomas, incluindo os sexuais e mentais, tendem a desaparecer, restaurando a qualidade de vida.

É fundamental manter o acompanhamento médico regular para ajustar a dose sempre que necessário. A automedicação ou a interrupção do tratamento podem trazer sérios riscos à saúde.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA (SBEM). Entendendo o hipotireoidismo subclínico e franco. Disponível em: https://www.tireoide.org.br/entendendo-o-hipotireoidismo-subclinico-e-franco/. Acesso em: 26 maio 2026.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (UFMG). Homens também podem ter distúrbios na tireoide. Disponível em: https://www.medicina.ufmg.br/homens-tambem-podem-ter-disturbios-na-tireoide/. Acesso em: 26 maio 2026.

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