Pneumologista chama atenção para cuidados contra Gripe Australiana

Apesar de não ter maior virulência que o H1N1, vacina contra vírus H3N2 não é tão eficaz.

O vírus H3N2, popularmente chamado de vírus da Gripe Australiana, pode ter a sua incidência aumentada no Brasil durante o inverno. É o que alerta o penumologista do Hospital da Bahia, João Moyses Campos. No Brasil, a H3N2 já é a segunda estirpe mais comum, depois do H1N1. No entanto, de acordo com Campos, é previsto, pelo Ministério da Saúde, que exista cada vez mais um crescimento da incidência deste tipo de vírus. “A medida de saúde pública mais eficaz ainda é a vacinação”, afirma.

O médico destaca que a Anvisa anunciou mudanças na vacina 2018, mas a campanha é a mesma da gripe anual, que ainda não foi lançada. “A depender do retardo do lançamento da campanha da gripe e da má distribuição desta vacina, podemos viver uma pandemia, como aconteceu na Austrália ou nos Estados Unidos”.

Campos destaca que as vacinas Influenza aplicadas no Brasil em 2018 deverão conter três subtipos de cepas de vírus em combinação. “A cada ano, a imunização é modificada para garantir a proteção contra as cepas virais de gripe em circulação. A atualização faz parte das recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde, que, em setembro de cada ano, indica as cepas que devem ser utilizadas no Hemisfério Sul. Com base nessas recomendações, a Anvisa define a composição das vacinas”, explica.

O médico explica que esse vírus é um subtipo do vírus da Gripe Influenza. “O vírus sofre uma mutação, sendo difícil identificar qual deles vai predominar na temporada da gripe.

O nome ‘Gripe Australiana’ é devido a uma infecção ocorrida em 2017, onde mais de 170 mil pessoas se infectaram com o vírus na Austrália e agora está se disseminando nos Estados Unidos e Europa”, relata Campos.

A transmissão não difere. Segundo o pneumologista, a gripe é transmitida de pessoa para pessoa por gotículas de saliva expelidas, assim como também de forma direta pela saliva ou secreções e por superfícies contaminadas. “Se você estiver entre um a dois metros de alguém infectado, irá respirar o ar que esta pessoa exala. Ambientes fechados favorecem a transmissão”, alerta o médico.

Da mesma forma, os cuidados básicos ajudam a evitar o contágio, conforme pontua Campos. “Lavar cuidadosamente as mãos, evitar locais com grande população, onde ocorrem grandes aglomerações, ambientes fechados principalmente no inverno, porque ocorre maior proliferação virótica”.

Além disso, manutenção de exercícios físicos e alimentação saudável contribuem para evitar o contágio do vírus. “Através destas condutas, fortalecemos o nosso sistema imunológico, colocando o organismo em defesa contra os vírus”, reforça.

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