Nova droga é usada no tratamento de esclerose múltipla na Bahia

Em setembro de 2014, o chefe do Serviço de Neurologia Clínica e coordenador do Instituto do Cérebro do Hospital da Bahia, Dr. André Muniz, foi convidado a participar do Congresso Americano de Esclerose Múltipla, realizado em Boston, nos Estados Unidos.

Mestre, doutor e pós-doutor em neuroimunologia, Dr. Muniz é também membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e único representante da Bahia no evento, que teve como foco novas drogas para o tratamento da Esclerose Múltipla.

Alguns dos medicamentos apresentados na ocasião foram o Natalizumabe, o Fingolimod e o Tecfidera, sendo este último uma grande aposta no tratamento da esclerose múltipla, utilizado em apenas dois casos no Brasil – um deles é paciente do Hospital da Bahia.

“Essa medicação diminui a frequência dos surtos, possui poucos efeitos colaterais e aumenta a expectativa da capacidade motora”, explica o médico.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o cérebro e o sistema nervoso central, gerando incapacidade funcional e atinge pessoas entre 20 e 40 anos, principalmente mulheres.

A doença ainda não tem cura, mas os tratamentos ajudam a controlar os sintomas e a reduzir o progresso da doença. “Os sintomas apresentados dependem da área do sistema nervoso central que foi atingida. Por ser uma doença de diagnóstico difícil, é muito importante que o paciente seja acompanhado em um hospital que tenha um serviço especializado, como é o caso do Hospital da Bahia”, destaca Dr. André Muniz.

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