CCIH do Hospital da Bahia alcança resultados eficazes no combate à infecção Hospitalar

A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital da Bahia atua com duas metas principais: a de proteger os pacientes contra infecções e impedir a propagação para funcionários, visitantes e pessoas que circulam pelo ambiente hospitalar. Nesta entrevista a Dra. Marcia Sampaio coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), e do Serviço de Infectologia do Hospital da Bahia, desde agosto de 2010 comenta a eficiência dos recentes meios de controle das Infecções.

1 – Como funciona a CCIH do Hospital da Bahia? Quais os principais objetivos?


Trata-se de um órgão de assessoria à Superintendência Executiva, formada por profissionais de nível superior da área da saúde, representantes dos Serviços Médico, de Enfermagem, de Farmácia, do Laboratório de Microbiologia e da administração do hospital, que tem o objetivo de implementar ações com vistas à redução máxima da ocorrência e da gravidade das infecções.
O Hospital da Bahia conta também com o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) que atua de maneira a garantir que as condições de funcionamento da instituição estejam de acordo com as normas sanitárias nacionais e o padrão de qualidade do Hospital da Bahia.

2 – Desde a criação da CCIH, quais os resultados das atividades desenvolvidas?

A Comissão elabora e divulga regularmente relatórios para a superintendência e chefias dos diversos setores assistenciais com a situação do controle das infecções, promovendo seu amplo debate na comunidade hospitalar. Programas eficazes resultam em menor número de infecções, em redução da taxa de morbidade e de mortalidade associada a essas infecções e em redução no tempo de hospitalização. Como resultado desse trabalho, o Hospital da Bahia conta com baixos índices de infecção hospitalar, comparáveis àqueles apresentados por hospitais de excelência na assistência à saúde do país.

3 – Qual é a importância do controle de infecção no meio hospitalar?

Atualmente, o termo infecção hospitalar tem sido substituído por Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Esta mudança abrange não só a infecção adquirida no hospital, mas também aquela relacionada a procedimentos realizados em ambulatório, durante cuidados domiciliares e a infecção ocupacional, adquirida por profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros).
A implementação, treinamento e adesão dos profissionais de saúde às medidas de prevenção reduzem o risco de aquisição de infecção hospitalar relacionada aos cuidados prestados.

4 – Que medidas podem ser citadas?

A medida mais simples e eficaz para evitar a disseminação das infecções consiste na correta higienização das mãos, seja ela feita através da lavagem das mãos com água e sabão ou através do uso do álcool-gel, antes e após o contato com o paciente.

Outras medidas de prevenção também são importantes: o uso de luvas, avental e máscara (quando indicado), o uso de técnica asséptica ao realizar procedimentos, a limpeza do ambiente e o uso racional de antimicrobianos ou antibióticos, cujo uso indiscriminado promove a seleção de bactérias multirresistentes.

5 – Como orientações da CCIH são passadas para os profissionais, pacientes e visitantes?


Através de ações educativas, tais como realização de palestras, pequenas reuniões em serviço, elaboração de cartazes e cartilhas com orientações para pacientes, funcionários e visitantes e no contato diário com todos os profissionais do Hospital são reforçadas as normas e condutas para a adequada higienização das mãos no hospital.

6 – Em relação aos protocolos para controle de infecção, qual o mais recente no hospital?


O protocolo mais recente implantado no Hospital da Bahia para controle de infecção é o Protocolo Gerenciado de Sepse Grave. A sepse é uma resposta inflamatória generalizada do organismo a um quadro infeccioso, com elevada taxa de mortalidade e alto custo.

O Protocolo citado foi formatado com base nas Diretrizes da Campanha de Sobrevivência à Sepse, do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS). A estratégia utilizada pela instituição foi a criação do Protocolo por meio do qual a coleta de indicadores assistenciais é feita diretamente do prontuário eletrônico do hospital, o que auxiliará os profissionais a traçar políticas de atuação visando melhoria do processo assistencial. Nos últimos anos, evidências vêm se acumulando no sentido de mostrar a eficiência destes protocolos na redução de mortalidade e/ou custos de diferentes doenças, incluindo Sepse grave.

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